Psicóloga em Porto Alegre Madalena Leite

Terapia Cognitivo-Comportamental: como funciona?

         A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma terapia psicológica com foco no presente, orientada para mudança. Apesar disso, ela leva em conta o passado a medida que entende que o sofrimento é construído. Ela surgiu nos EUA, expandindo-se mundialmente e é a abordagem psicológica mais validada cientificamente no contexto atual.

 

         Ela se baseia em dois pressupostos:

  • nossos pensamentos influenciam as emoções e os comportamentos

  • a forma como nos comportamos impacta nossos pensamentos e emoções

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     Isso quer dizer que mudando a forma como pensamos e nos comportamos, podemos influenciar diretamente no nosso  sofrimento. 

É a interpretação que fazemos e não os fatos em si que nos trazem sofrimento.

Não é algo fácil, todavia porque não estamos acostumados a observar o que acontece dentro de nós –  vivemos no piloto automático.   A TCC  busca  ajudar

quem quer mudar padrões disfuncionais de comportamento e pensamento através de um método estruturado.

      

       Nesse tipo de psicoterapia existem intervenções comportamentais e cognitivas, sendo fundamental a realização de tarefas fora da sessão também. Algumas pessoas não gostam dessa história de “tema de casa”, mas pense comigo: você passa 7 dias da semana (168h) consigo mesmo sofrendo, enquanto o terapeuta só tem contato com você 1h por semana – como você espera que ele resolva seus problemas sozinho em 1,68% do tempo? A TCC parte do pressuposto que psicoterapeuta e paciente são uma dupla colaborativa, onde cada um tem seu conhecimento – psicoterapeuta, técnico; e paciente, de seu funcionamento – e que buscam um objetivo em comum: melhorar a qualidade de vida do paciente.

           

     Ela é uma terapia baseada em evidências – ou seja, validada cientificamente. Constamente são feitos novos estudos para determinar se aquela intervenção é de fato a mais adequada para aquele problema. Para muitos transtornos psicológicos ela é a mais indicada por se mostrar mais eficaz. Abaixo algumas indicações:

  • Depressão Maior

  • Transtorno de Humor Bipolar

  • Transtornos de Ansiedade

  • Transtorno do Pânico

  • Fobia Específica (medo de algo específico, ex. aranhas)

  • Dependência Química ou uso de substâncias

  • TOC

  • Dependência de Internet

  • Jogo Compulsivo

  • Transtornos Alimentares

  • Disfunções Sexuais

  • Descontrole de impulsos (surtos de raiva, comportamentos impulsivos)

 

        Se a sua questão não se encaixa aqui, no entanto não quer dizer que esse método não seja indicado para você. A TCC trabalha com diagnósticos baseados no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5 (DSM 5) – manual psiquiátrico elaborado pela Associação de Psiquiatria Americana- mas nem sempre as pessoas com algum sofrimento fecham critérios para um transtorno psicológico e, às vezes, não se identificam com eles. Pode ser também que o problema não é cristalizado ao ponto de ter um diagnóstico, mas que sem tratamento pode vir a se agravar. Além disso, existem questões, como problemas de relacionamento, que não se encaixam em um diagnóstico, mas trazem sofrimento significativo. Levando isso em conta, é feita uma avaliação para que se tenha um tratamento personalizado para cada paciente.

Por Psicóloga Madalena Leite